
Os dias foram passando ao som do rio, tantas vezes forte, violento e levando em suas correntezas o forte sabor das paixões. Mas às vezes rasos, quando podia atravessá-los de uma margem a outra, margens dos dias...
Numa troca de olhares, poderia descobrir cada pedaço do teu corpo que se espantaria ao toque dos meus dedos. Poderia compor uma música e tatuar cada acorde, rupturas do silêncio.
No último dia, vesti-me de negro. Dizem que é elegante, charmoso e sensual.
Não tive coragem para nada, porque é sempre assim. Sempre nos falta a coragem na hora certa e depois vamos para o papel contar as proezas do que poderia ter sido o que nunca foi, ou do que nunca será. Mas minha vontade era bebê-lo em excesso. Comê-lo em excesso. E acordar no dia seguinte com uma puta dor de cabeça. Mas como diz um amigo meu, Luiz, em frase que li no seu blog ontem à noite, "Cada segundo aproxima você de uma despedida não desejada".
Ele desceu a ladeira, eu subi. Olhei para trás várias vezes, ele não me olhava. Fiquei ali pedindo ao tempo que passasse rápido e o fizesse dobrar a esquina para sempre. Não adiantou.
Todos os dias essa imagem, lembrança exaustiva, me visita, me acompanha, atordoa. Eu olho para trás e o vejo caminhar, despedindo-se com passos lentos sem também ousar acenar-me um adeus ou conferir se pelo menos, eu estava lá, lá em cima, olhando para ele. Nada.
Frio, descia a rua, a sorrir com outras pessoas. Eu também sorria, pois não há nada mais falso que sorrisos. É como o bote de uma cobra. Não o bebi em excesso. Não o comi em excesso. Mas a indigestão, tá braba.
Numa troca de olhares, poderia descobrir cada pedaço do teu corpo que se espantaria ao toque dos meus dedos. Poderia compor uma música e tatuar cada acorde, rupturas do silêncio.
No último dia, vesti-me de negro. Dizem que é elegante, charmoso e sensual.
Não tive coragem para nada, porque é sempre assim. Sempre nos falta a coragem na hora certa e depois vamos para o papel contar as proezas do que poderia ter sido o que nunca foi, ou do que nunca será. Mas minha vontade era bebê-lo em excesso. Comê-lo em excesso. E acordar no dia seguinte com uma puta dor de cabeça. Mas como diz um amigo meu, Luiz, em frase que li no seu blog ontem à noite, "Cada segundo aproxima você de uma despedida não desejada".
Ele desceu a ladeira, eu subi. Olhei para trás várias vezes, ele não me olhava. Fiquei ali pedindo ao tempo que passasse rápido e o fizesse dobrar a esquina para sempre. Não adiantou.
Todos os dias essa imagem, lembrança exaustiva, me visita, me acompanha, atordoa. Eu olho para trás e o vejo caminhar, despedindo-se com passos lentos sem também ousar acenar-me um adeus ou conferir se pelo menos, eu estava lá, lá em cima, olhando para ele. Nada.
Frio, descia a rua, a sorrir com outras pessoas. Eu também sorria, pois não há nada mais falso que sorrisos. É como o bote de uma cobra. Não o bebi em excesso. Não o comi em excesso. Mas a indigestão, tá braba.